Narrativas e seu efeito econômico e social na América Latina e no mundo


O Efeito Halo e narrativas

A importância das narrativas para o ambiente econômico global reside no fato de que os seres humanos são extremamente sociais. Acreditamos no que nos é dito, nos comparamos aos outros e, embora tendamos a pensar que somos seres racionais, nossas decisões econômicas raramente são puramente racionais. Não surpreende que alguns dos últimos ganhadores do Nobel de Economia sejam pesquisadores no campo da economia comportamental (com nomes como Daniel Kahneman e Richard Thaler).

Vivemos em um mundo onde enormes quantidades de informações e dados são coletados em todos os lugares. Se o mundo fosse justo, teríamos informações confiáveis a todo tempo para tomar nossas decisões da maneira mais eficiente e correta. No entanto, não é assim que funciona. Nosso mundo também é feito de interesses e muitas informações são distorcidas para se adequar a certas narrativas. Isso sempre existiu e este efeito psicológico de massa que cria um “Halo” em torno de uma determinada questão tem sido utilizado por corporações, mídia, governos, etc.

As narrativas desempenham um papel importante na compreensão dos principais eventos econômicos ao nosso redor. Da bolha da internet à crise do subprime, da ascensão e queda das empresas até onde investir nosso dinheiro, somos seduzidos por narrativas o tempo todo.

A maioria das narrativas sobrevive porque as pessoas não buscam evidências reais que confirmem uma narrativa. É mais fácil acreditar nas revistas, na mídia, nas pessoas de influência. Algumas empresas que passaram por maus momentos ou mesmo falidas foram vítimas de notícias simples como "tinham uma cultura corporativa ruim" ou "estavam se desviando do core business", embora nem sempre ter uma cultura ruim faz você ir à falência ou vimos muitos exemplos de empresas que "se desviaram do core" e foram bem sucedidas. (Rosenzweig, 2007)


Figura 1 - O livro Efeito Halo

No caso de empresas de sucesso, tendemos a acreditar que um empreendimento muito bem sucedido com preços de ações recordes continuará a disparar indefinidamente, o que é improvável. Tendemos a acreditar que as empresas de alto desempenho fazem absolutamente tudo certo, da cultura à inovação, do recrutamento à presença na web e conexão com os clientes. É provável que estes atributos da empresa estejam altamente contaminados pelo efeito halo. (Rosenzweig, 2007)

É importante manter uma visão crítica sobre o que vemos publicado na mídia de massa ou mesmo em livros, prestando atenção e procurando por evidências quando conveniente. Um grande exemplo de narrativa que contaminou as notícias foi que a razão da crise do subprime em 2008 foi a "ganância". É simples e convincente. As pessoas adoram dizer que as pessoas ricas - e gananciosas - são as culpadas quando um revés acontece na economia e a "ganância" se adequa ao nosso desejo de encontrar explicações simples para situações complexas (Rosenzweig, 2007). O mesmo acontece quando uma empresa vai à falência e de repente o CEO que ganha um salário alto é o culpado. Ninguém reclama do alto salário de um executivo quando uma empresa vai bem, mas parece ser a única explicação para quando as coisas ficam difíceis. Um exemplo recente foi o processo de falência da Thomas Cook, empresa aérea e de turismo britânica. Há tantos detalhes e predecessores do evento final da bancarrota da empresa (Financial Times, 2019), que seria impossível explicar tudo isso em uma conversa de cinco minutos. A "irresponsabilidade" e a "alta remuneração dos executivos" são explicações convincentes que exigem não mais do que um segundo para serem lidas e aceitas pela maioria das pessoas (The Guardian, 2019).

Na América Latina, as narrativas econômicas estão em toda parte, e muitas vezes prejudicam o potencial de crescimento de muitos países da região. Os governos populistas estão frequentemente pedindo mais regulamentação e impostos sobre as corporações quando está claro através de evidências de que em lugares onde há menos regulamentação, menos impostos e mais liberdade econômica, uma melhor qualidade de vida é entregue a seus cidadãos (The Heritage Foundation, 2019). É conhecida como a narrativa de "proteger a indústria nacional" ou "proteger os trabalhadores" e faz sentido para muitas pessoas que não têm educação suficiente ou meios (ou vontade) para verificar provas que possam dizer o contrário.


Figura 2 - Liberdade econômica e desenvolvimento humano (The Heritage Foundation, 2019)


Ver milionários e bilionários ou mesmo empreendedores como vilões também é uma narrativa bem estabelecida na região. Embora muitos deles tenham ganho sua riqueza devido à criação de algo que torna nossas vidas mais fáceis e melhores, é eficaz dizer simplesmente que eles têm muito dinheiro e que poderiam dividir esse dinheiro com todos os outros. A verdade é que se você dividir toda a riqueza deles com a população, os ricos se tornariam pobres e os pobres permaneceriam pobres. Se pegarmos os 2.153 bilionários do mundo com sua riqueza de 8,7 trilhões de dólares e a dividirmos com o resto da população (7,8 bilhões), cada um de nós receberia 1.115 dólares, o que seria ótimo para passar umas férias no Nordeste, mas não nos tornará ricos nem mesmo levará os pobres à classe média (Forbes, 2019). O que cria riqueza e melhor qualidade de vida é a oportunidade de trabalhar e as pessoas ricas podem dar aos outros esta oportunidade quando lhes é permitido abrir empresas, investir, contratar pessoas e obter lucros. Nacionalização de empresas, impostos sobre os ricos e proibição do capital estrangeiro soam políticas populistas atraentes para o cidadão médio, mas em geral levam a menos desenvolvimento, pobreza e caos, sempre em nome de algum tipo de ideologia apaixonada, sem base científica. (por exemplo, Venezuela).

Porém, as narrativas poucas vezes são criadas com más intenções. Muitas vezes é apenas uma falta de conhecimento sobre uma dinâmica causa-efeito, o que é comum. Tomemos as leis de controle de armas e violência, por exemplo. Parece correto dizer que a venda de armas leva à violência, mas as evidências não mostram nenhuma correlação entre as leis de controle de armas e a taxa de homicídios em todo o mundo (Figura 3). Na Suíça e na Finlândia há um alto número de armas per capita onde a taxa de homicídios é de cerca de 1 para cada 100.000 pessoas (World Atlas, 2019) (World Population Review, 2019). Nos EUA é fácil comprar uma arma e, embora as taxas de homicídios estejam acima da média européia, é muito mais seguro do que muitos países com várias restrições à posse de armas. No Brasil, o novo governo permitiu que mais pessoas possuíssem armas em 2019, levando a um aumento de até 80% nos registros mensais de armas quando a taxa de homicídios caiu 22% em relação a 2018 (Figura 4), o que é contra o que os "especialistas" disseram que aconteceria (G1, 2019).

Isso significa que as armas reduzem a violência? Claro que não. Significa que há uma infinidade de fatores que podem influenciar os índices de violência (investimentos, polícia, facções, demanda por ilícitos, ambiente geral, fiscalização, etc), portanto, questões complexas não podem ser explicadas por narrativas simplistas.



Figura 3 - Armas por 100k pessoas e taxa de homicídios por arma de fogo (Medium, 2018)



Figura 4 - A violência caiu em todas as regiões brasileiras apesar da flexibilização das leis sobre armas (G1, 2019)

Porém, como consequência desta infinita criação narrativa, muitas pessoas já perceberam que não podem confiar inteiramente no que os tendenciosos canais de mídia de massa dizem (pois eles têm seus próprios incentivos para propagação de narrativas) e estão verificando mais fontes de informação para desenvolver sua própria opinião. A mídia nova e independente está crescendo e mais pessoas estão recebendo notícias diretamente da fonte, pois agora podemos seguir presidentes, parlamentares e pessoas influentes através das mídias sociais. A confiança nos canais tradicionais da mídia está caindo em todos os lugares (Figura 5), o que nos leva à pergunta: Como será o futuro do jornalismo?



Figura 5 - Confiança na Mídia de 2016 a 2017 (Ertürk, 2018)

  1. O contexto social das empresas

O tema do contexto social das empresas está relacionado ao tema anterior de forma que há uma opinião geral (narrativa) amplamente aceita de que as empresas devem ser responsáveis pelo desenvolvimento social e pelo combate à desigualdade. Isso é correto? Primeiro, precisamos iniciar a discussão com alguns antecedentes e evidências.


Desigualdade

Sabe-se que a desigualdade tem aumentado no mundo desenvolvido nas últimas décadas, e este fenômeno está fortemente ligado à financialização de empresas a partir dos anos 80 e consequente acumulação de riqueza pelas camadas sociais mais elevadas da população (IMF, 2017). A desigualdade econômica é a diferença de renda entre as famílias de um determinado país e é determinada pela curva de Lorentz (Figura 6).


Figura 6 - Conceito de desigualdade e a curva de Lorenz (Tutor2u Economics, 2016)

Embora a desigualdade esteja geralmente caindo nos países pobres e em desenvolvimento de 2000 a 2015, ela está ficando mais alta nas economias desenvolvidas desde 1985 (Figura 7).


Figura 7 - Desigualdade entre regiões ao longo do tempo (IMF, 2017)

Entretanto, a desigualdade econômica não pode ser analisada individualmente. Imagine, por exemplo, que 1% dos mais ricos aumentam sua riqueza em 10%, enquanto os mais pobres aumentam sua riqueza em 5%. A desigualdade certamente será maior, mas o que isso significa por si só? Provavelmente nada. Se os pobres estão ficando menos pobres quando os ricos estão ficando mais ricos, o mundo como um todo está ficando melhor. Portanto, vamos dar uma olhada em alguns números da pobreza ao longo do tempo:


Figura 8 - Números de pobreza extrema, 2000 (Our World in Data, 2019)


Figura 9 - Números de pobreza extrema, 2017 (Our World in Data, 2019)


Figura 10 - Taxas de pobreza no Reino Unido ao longo do tempo (Joseph Rowntree Foundation, 2018)


Como podemos ver nas Figura 8 e 9, a pobreza no mundo tem caído consistentemente nas últimas décadas. Agora, existem "apenas" 600 milhões de pessoas no mundo inteiro vivendo em extrema pobreza, mas este número era de 1,8 bilhões (3x maior) em 1990 (Our World in Data, 2019). A única parte do mundo com número crescente de pessoas pobres é a África Subsaariana, apesar de seu índice de desigualdade estar diminuindo (Our World in Data, 2016) (IMF, 2017). Mesmo no Reino Unido, uma economia avançada, os níveis de pobreza (não extrema nesse caso) permaneceram estáveis enquanto a desigualdade supostamente está subindo nas economias avançadas após a crise de 2008 (Joseph Rowntree Foundation, 2018). A melhoria dos níveis de pobreza no mundo é devida a mais comércio, liberdade econômica e, é claro, políticas sociais.

Combater a desigualdade é então combater o inimigo errado, quando deveríamos estar combatendo a pobreza. O Iraque é mais igual que a Austrália, mas não significa nada em termos de qualidade de vida (Our World in Data, 2019). Cuba é um país muito igual, principalmente porque quase todos são pobres (Reuters, 2008). A Moldávia é um dos países mais iguais da Europa, e um dos mais pobres (Index Mundi, 2017).

As pessoas não morrem de desigualdade. Elas morrem de pobreza, elas morrem de fome.

Tigre Celta

Um caso interessante sobre como as empresas ajudam a combater a pobreza é o caso da Irlanda. Um dos países mais pobres da Europa até os anos 80, a Irlanda decidiu abraçar o liberalismo e cortar os impostos corporativos, entre outras reformas. Como resultado, enormes empresas estabeleceram sua sede na Irlanda promovendo o crescimento, o emprego e a qualidade de vida. Atualmente, a Irlanda tem o terceiro melhor Índice de Desenvolvimento Humano do mundo e é um país rico e próspero (United Nations, 2019). O melhor programa social é o emprego, como diria Ronald Reagan.


O Caso da Apple

Após a discussão sobre cortes de impostos, Donald Trump cortou o imposto corporativo para incentivar as empresas americanas a trazerem de volta para casa o dinheiro que tinham no exterior em paraísos fiscais ou em países mais competitivos, como a Irlanda. Isso fez com que muitas empresas, como a Apple, por exemplo, gastassem mais nos EUA, mas no caso da Apple, principalmente com a recompra de ações (stock buybacks). Não que elas não tivessem investido em inovação e melhores salários, mas o valor gasto em recompras superou outros gastos. (Vox, 2019). As recompras são legais, mas frequentemente usadas para aumentar artificialmente o preço das ações, recompensando os executivos e acionistas mais do que qualquer outra pessoa (Forbes, 2018).

Entretanto, em uma economia livre, uma empresa deve ter o direito de decidir onde investir ou gastar seu dinheiro. Se o governo controla o que as empresas fazem com seu dinheiro, os investidores não veem nenhum propósito em investir nelas. Eles levarão seu dinheiro para países onde têm mais liberdade e onde as empresas podem gerar mais lucros para eles. Controlar o dinheiro das empresas é uma política com boas intenções, mas uma solução simplista para um problema mundial complexo.

As empresas devem usar seu capital onde acharem que há melhor uso para ele. Investi-lo quando apropriado e pagá-lo aos acionistas quando apropriado. As empresas não são o governo e nem ONGs (New York Times, 2019).

Na América Latina

A América Latina sempre foi uma das regiões mais desiguais do mundo, embora isso não signifique que seja a mais pobre, como vimos anteriormente na discussão do tema (Our World in Data, 2016). A região tenta se desenvolver economicamente em conjunto com o desenvolvimento social e este é um enorme desafio. Os governos tentam equilibrar as políticas sociais e econômicas e isso muitas vezes leva à eleição de toda sorte de governos populistas, da direita à esquerda fazendo promessas utópicas.

Em meio ao caos, as corporações tentam sobreviver em uma região onde o lucro é demonizado e os homens e mulheres de negócios são frequentemente considerados inimigos da sociedade. As empresas se sentem obrigadas a ajudar os países a enfrentar os problemas da pobreza, mesmo tendo dificuldade de gerar seus próprios lucros.

Na Bolívia, por exemplo, há tanta burocracia para contratar funcionários, pagar impostos e despedir alguém é quase impossível, com as empresas tendo que explicar o porquê ao governo, que as corporações simplesmente optam por não investir lá. Uma regulamentação restrita e robusta não tornou o país mais rico. Pelo contrário, a Bolívia é um dos países mais pobres da América do Sul (Index Mundi, 2019).

No Brasil, desde que novas leis de flexibilização do trabalho e incentivos ao empreendedorismo passaram no congresso, o desemprego caiu de 14% para 11%, entre 2017 e 2019 embora o país, que ainda estava se recuperando dos efeitos das políticas protecionistas e dos escândalos de corrupção que colocaram a economia no pântano (El País, 2019), agora em 2020 lida com a crise adicional da pandemia.

Na Argentina, após as eleições do ano passado, quando uma plataforma intervencionista ganhou, a bolsa de valores Merval caiu 30%, com a soma de todas as empresas que a compõem valendo ainda menos do que únicas empresas brasileiras, sinalizando que as empresas esperam menos lucros e, consequentemente, menos empregos para o povo argentino e menos desenvolvimento para o país (Exame, 2019).

Conclusão


No mundo da guerra da informação, é primordial ter uma visão crítica das notícias, da mídia e de todo tipo de informação, mesmo no ambiente acadêmico. Procurar evidências e estudar mais profundamente sobre temas de nossa preferência pode nos tornar menos suscetíveis a acreditar em narrativas criadas para sustentar agendas quaisquer. É importante ter em mente que problemas mundiais complexos raramente têm explicações simplistas, embora possamos ser facilmente seduzidos por elas.

O objetivo principal de uma empresa é a geração de riqueza para os acionistas. As empresas também podem gerar riqueza para outras partes interessadas e fazer o bem à sociedade, mas somente se for útil para sua continuidade e prosperidade a longo prazo. Empresas e pessoas ricas podem retribuir à sociedade criando fundações, como muitos já fazem, mas é importante separar a empresa da fundação. As empresas dependem da geração contínua de lucro para garantir sua perpetuidade. Embora as opiniões sobre o papel das empresas no contexto social variem entre regiões, a longo prazo, o liberalismo está conquistando um espaço importante e isso está levando ao progresso, à geração de riqueza e redução da pobreza, como pode ser visto em muitos indicadores.


Autor: Francisco Pompeo, engenheiro industrial formado pela FEI em São Paulo, com experiência em melhoria de operações e processos. Possui 10 anos de experiência profissional como empresário e consultor. Atualmente cursando mestrado em administração de empresas pela Universidade de Manchester – UK

Instagram - @fpompeo_sp


Bibliografia

Amazon, 2020. The Halo Effect. [Online] Available at: https://www.amazon.co.uk/Halo-Effect-Managers-Themselves-Deceived/dp/1471137163/ref=asc_df_1471137163/?tag=googshopuk-21&linkCode=df0&hvadid=310843183616&hvpos=1o1&hvnetw=g&hvrand=6713599872761583910&hvpone=&hvptwo=&hvqmt=&hvdev=c&hvdvcmdl=&hvlocint=&hvlo


El País, 2019. Desemprego no Brasil cai a 11,8% com alta no trabalho por conta própria e informal. [Online] Available at: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/08/30/economia/1567170649_987940.html


Enciclopaedia Britannica, 2019. Winners of the Nobel Prize for Economics. [Online] Available at: https://www.britannica.com/topic/Winners-of-the-Nobel-Prize-for-Economics-1856936


Ertürk, I., 2018. Topic 8: Business and Ethics, Manchester: University of Manchester.

Exame, 2019. Bolsa argentina perde US$ 23,7 bi e vale menos que o Santander Brasil. [Online] Available at: https://exame.abril.com.br/mercados/bolsa-argentina-perdeu-us-237-bi-e-vale-menos-que-o-santander-brasil/


Financial Times, 2019. Bitter blame game over who is responsible for Thomas Cook collapse. [Online] Available at: https://www.ft.com/content/644571a0-de1b-11e9-b112-9624ec9edc59


Forbes, 2018. By Tripling Its Stock Buybacks, Apple Robs Workers And The Economy. [Online] Available at: https://www.forbes.com/sites/drewhansen/2018/08/01/triple-stock-buybacks-apple-workers-economy/


Forbes, 2019. Billionaires 2019. [Online] Available at: https://www.forbes.com/billionaires/#3e2149e8251c


G1, 2019. Brasil tem queda de 22% no número de mortes violentas no 1º semestre, revela Monitor da Violência. [Online] Available at: https://g1.globo.com/monitor-da-violencia/noticia/2019/09/01/brasil-tem-queda-de-22percent-no-numero-de-mortes-violentas-no-1o-semestre-revela-monitor-da-violencia.ghtml


G1, 2019. Monitor da Violência. [Online] Available at: http://especiais.g1.globo.com/monitor-da-violencia/2018/mortes-violentas-no-brasil/?_ga=2.24312764.703342285.1578229048-939538638.1571588977#/dados-mensais-2019?mes_2019=setembro&estado=SP&crime=Todos%20os%20crimes%20violentos


IMF, 2017. Fiscal Monitor: Tackling inequality, s.l.: International monetary fund.

Index Mundi, 2017. GINI index (World Bank estimate) - Country Ranking. [Online] Available at: https://www.indexmundi.com/facts/indicators/SI.POV.GINI/rankings


Index Mundi, 2019. Population below poverty line - South America. [Online] Available at: https://www.indexmundi.com/map/?v=69&r=sa&l=en


Joseph Rowntree Foundation, 2018. UK poverty statistics. [Online] Available at: https://www.jrf.org.uk/data


Medium, 2018. Everybody’s Lying About the Link Between Gun Ownership and Homicide. [Online] Available at: https://medium.com/handwaving-freakoutery/everybodys-lying-about-the-link-between-gun-ownership-and-homicide-1108ed400be5


New York Times, 2019. Apple’s Plan to Buy $75 Billion of Its Stock Fuels Spending Debate. [Online] Available at: https://www.nytimes.com/2019/04/30/technology/apple-stock-buyback-quarterly-results.html


Our World in Data, 2016. Income Inequality. [Online] Available at: https://ourworldindata.org/income-inequality


Our World in Data, 2019. Global Extreme Poverty. [Online] Available at: https://ourworldindata.org/extreme-poverty


Reuters, 2008. Cuba grapples with growing inequality. [Online] Available at: https://www.reuters.com/article/us-cuba-reform-inequality/cuba-grapples-with-growing-inequality-idUSN1033501920080410


Rosenzweig, P., 2007. Greed and the great recession. In: The Halo Effect. London: Simon & Schuster, pp. 175-186.

Rosenzweig, P., 2007. The Halo Effect. 2014 ed. London: Simon & Schuster.


The Guardian, 2019. Former Thomas Cook bosses under fire for excessive pay. [Online] Available at: https://www.theguardian.com/business/2019/sep/23/hedge-funds-win-big-from-short-selling-thomas-cook-shares


The Heritage Foundation, 2019. 2019 Index of economic freedom. [Online] Available at: https://www.heritage.org/index/book/chapter-4

T

utor2u Economics, 2016. The Lorenz Curve. [Online] Available at: https://www.tutor2u.net/economics/reference/the-lorenz-curve


United Nations, 2019. 2019 human development index ranking. [Online] Available at: http://hdr.undp.org/en/content/2019-human-development-index-ranking


Vox, 2019. Apple is spending even more of its huge tax cut on Wall Street stock buybacks. [Online] Available at: https://www.vox.com/recode/2019/5/1/18525672/apple-stock-earnings-tax-cut-buyback-cook


World Atlas, 2019. Murder Rate by Country. [Online] Available at: https://www.worldatlas.com/articles/murder-rates-by-country.html


World Population Review, 2019. Gun ownership by country 2019. [Online] Available at: http://worldpopulationreview.com/countries/gun-ownership-by-country/

©2020 by podcast. Proudly created with Wix.com

Ouça em

Spotify_Logo.png
Sondcloud_Logo.png
Itunes_Logo.png
gp-logo.png
youtube-play-icone.png